OMA - Parte 2 - Q/R - Julho 2017



OMA - Parte 2 - Q/R - Julho de 2017
Mensagem de 01 de julho de 2017 (publicada em 16 de julho)
Origem francesa – recebida do site Les Transformations





Ora bem, queridos amigos, vamos poder continuar a responder às vossas perguntas e a introduzir, aqui e ali, os elementos que tinha para vos dar. Bom, fico outra vez à escuta. 


Pergunta : se acordo durante a noite, ou de manhã, vejo-me muitas vezes com os braços escuros. Por vezes a desaparecerem em parte, no escuro. Que sentido tem isto ?
Isso corresponde muito simplesmente ao desaparecimento do efémero. Vês os braços escuros, trata-se de Luz escura ou duma sombra escura ? Tal como o descreves, as palavras que empregas levam-me a pensar que vês o teu corpo desaparecer. Não vês o corpo de eternidade, vês directamente o teu corpo físico que desapareceu, pelo menos no que diz respeito a essas partes. Isso também pode estar ligado... e tal depende, claro, de teres mecanismos de dor, por exemplo ao nível dos ombros ou nos chakras que são chakras menores, situados nas cavidades axilares. Se houver um bloqueio de energia, é bem evidente que, como existe uma percepção cada vez mais frequente, como eu disse, do que é subtil e que era invisível até ao presente... isso faz parte das coisas que com toda a possibilidade se podem ver.
Mas se houver um bloqueio na circulação da energia vital, vês o teu etérico porque há duas visões possíveis : ou a visão do etérico, com ausência de luz e aspecto escuro ou  o desaparecimento do corpo físico. Ora, aqui, não posso escolher entre os dois, isso depende realmente do teu estado, depende daquilo que sentes. Mas acontece que na maior parte das vezes, aquilo que vêem é o vosso corpo de eternidade que se apresenta sobreposto ao vosso, em certas partes. Até podem sentir, e acho que  já disse isso no mês passado, podem muito bem sentir que estão a mexer o braço do Corpo de Existência e não o braço físico. Podem sentir ondas, vibrações que já não estão ligadas à vibração do vosso corpo físico ou dos corpos subtis mas à vibração do vosso Corpo de Existência. A diferença está muitas vezes na noção de qualquer coisa que pica um pouco, digamos. Isso é o corpo de Existência, que é constituído, volto a dizer, por Luz adamantina.
A Luz adamantina, quando suficientemente importante em número de partículas, vai dar-vos sensações, não necessariamente de inflamação mas, no mínimo, sensações de formigueiro. Não se trata de energia a circular, não é verdadeiramente uma vibração mas é antes a sobreposição, daquilo que são as vossas estruturas efémeras e esse corpo de eternidade, que engendra essas sensações. Mas na maior parte das vezes, vêem ou sentem que alguma coisa se desloca, por exemplo sentem que a perna se vai deslocar na cama, quando afinal está imóvel, porque, como disse, a vossa consciência passa momentos cada vez mais evidentes no corpo de Existência, desdobrado, se assim posso dizer, do corpo físico. É uma forma de aprendizado muito modesta, claro, do vosso corpo de Existência.
Lembro-vos que o aprendizado, se assim posso dizer, do comportamento desse corpo de Existência corresponde aos ensinamentos metatrónicos que serão recebidos no período final da Terra, no período final da ascensão da Terra e, portanto, da vossa libertação.
Outra pergunta.                                                                                                                                          
Pergunta : de há umas semanas para cá, tenho dores regulares no ouvido esquerdo que me fazem acordar durante a noite. Senti-as durante a sua intervenção anterior. O que é que pode dizer a esse respeito e porquê no ouvido esquerdo ?
Bom, para já, e muito evidentemente, isso poderia ter sido um problema de saúde, mas  pelo facto de descreveres o mesmo processo durante o sono e ao ouvir a minha voz tão agradável, tal significa que estás em contacto com o corpo de eternidade mas que existe,   nas tuas estruturas efémeras, um processo de recusa em ouvir qualquer coisa. Ora, o que é que se passa ao nível do teu ouvido esquerdo? Não estou a falar de ouvir vozes humanas, ruídos deste mundo, mas existe o que foi classificado e chamado de canto da alma, os Sidhis, se preferirem, e também o Antakarana, rebaptizado como Canal Mariano após a presença da Luz Vibral. Tudo isso é do vosso conhecimento.
E, claro, nesta fase particular de libertação que vivem, há mecanismos de resistência, como já foi dito, ligados aos vossos hábitos, ligados a este mundo, à experiência deste mundo que podem manifestar-se por diversas sensações. Os processos inflamatórios ou de dores que se situam na parte mais alta do corpo, quer dizer, pescoço e cabeça, estão ligados a mecanismos de resistência, muitas vezes inconscientes, ligados a hábitos, às origens estelares e às linhagens onde se tinham infiltrado, no historial, se assim posso dizer, dos mundos, elementos ligados ao que se chama predação, ou seja, a ausência de liberdade do outro.
Portanto, viver processos ao nível dos órgãos dos sentidos, seja o ouvido esquerdo, o ouvido direito, as narinas, os olhos, os orifícios do rosto, como se diz, significa, neste período, com excepção, naturalmente, de tudo o que é problema médico literalmente falando, processos de alquimia que se confrontam, de momento, na zona em questão, com as resistências dos hábitos do corpo efémero. No caso do ouvido esquerdo, naturalmente, não se trata apenas de audição, de escutar, de ouvir, trata-se  também de ouvir a Eternidade, e é óbvio que isso traduz, algures, sobretudo do lado esquerdo, uma forma de resistência ou uma forma de dificuldade em dar livre curso à Eternidade. Isto é o que eu posso dizer sobre o assunto, se, mais uma vez, e naturalmente, não houver um  problema de saúde.
Mas a interacção da Luz em certas zonas do vosso corpo efémero pode efectivamente, daqui em diante, gerar processos, como disse, alérgicos, inflamatórios ou de resistência - é a mesma coisa - ao nível dessas zonas, que vos remetem, não para qualquer coisa que tenham de compreender ou explicar mas para uma coisa que tenham de atravessar com toda a humildade, de modo a que isso não se instale de forma duradoura.
Entretanto, parece-me que falaste de várias semanas – parece-me - na tua pergunta, não ?
Pergunta : de há umas semanas para cá.
Algumas semanas. Os processos que surgem hoje na vossa consciência normal, neste corpo físico, têm, em geral, as seguintes características : aparecem brutalmente e desaparecem, na maior parte das vezes, tão brutalmente como surgiram, quando não há desgastes orgânicos demasiado importantes, mas se isso se mantém, quer dizer que o trabalho da Luz, e não o teu trabalho, não está ainda terminado nessa zona.
Como vos disse, a Luz adamantina já não penetra apenas pelos chakras, já não penetra apenas pela Onda de Vida ou pelo Canal Mariano ou pelas Portas das Estrelas mas penetra agora em zonas onde nada mais há do que funções fisiológicas que vos remetem também, diria eu, para um arquétipo espiritual. Os ouvidos são a escuta e o entendimento, o que quer dizer que há alguma coisa que não queres entender. Mas isso no teu interior, não é ouvir no exterior, alguém que te dissesse qualquer coisa, ou que a vida te mostrasse qualquer coisa ; não, trata-se de ti em relação a ti mesma, numa confrontação que é tua, um face-a-face, dizemos nós, entre o teu efémero e o teu eterno ou, se preferires, entre o medo do efémero e o Amor da Eternidade. O medo cristaliza e petrifica, não apenas a consciência mas também o corpo. O Amor, a humildade,  a simplicidade, a transparência, a Via da Infância criam a transparência propícia à instalação total da Luz e da Verdade que vocês são, aqui mesmo nesta terra.
Se o Apelo de Maria tivesse ocorrido antes das Teofanias, todos os processos agora vividos se desenrolariam de maneira muito mais invasiva, deixem-me dizer, durante os três dias. Assim, é neste sentido que os dias que passam, as semanas que se sucedem são uma graça providencial para viver o que há a viver, aquilo que vos falta de alguma forma finalizar, descobrir de vós próprios, ou seja, que são a Luz.
Por isso, não se fiquem por essa noção de resistência mesmo que tal seja doloroso e mesmo que seja inflamatório, ocupem-se disso de maneira orgânica, física, energética, psicológica, mas sem fazer ligação  ao que quer que seja que venha dum qualquer passado. É o estado actual, o estado actual é necessariamente a resultante do passado no seio dum mundo fechado, mas encontrar o presente não deve ser feito solucionando de aqui em diante qualquer elemento do passado, seja ele qual for. A solução, essa está também no instante presente, na plenitude, na bem-aventurança e na paz da Luz reencontrada.
Hão-de constatar, aliás, que agir a nível material, corporal é certamente exequível, mas agir pelo Espírito, pela consciência, se preferirem, através dos mecanismos da compreensão, da explicação e resolução mais não fará do que remeter-vos para outros problemas mais graves. É exactamente o que se passa com alguns daqueles dentre  vós que começaram por ter problemas, por exemplo, nos pés, e particularmente no pé direito, no tornozelo direito, depois foi subindo ao longo da perna, isso pode ter dado dores nas costas, na garganta e, agora, situa-se ao nível dos órgãos dos sentidos. Como vêem, há uma progressão, tanto da Luz como do desvelamento das resistências que estão inscritas na vossa estrutura efémera.
Quanto a essas resistências, volto a precisar, a partir de agora não podem agir por  vós  mesmos, pelo Espírito ou pela consciência ; serão obrigados a procurar terapias convencionais, seja medicamentos – químicos ou outros – seja magnetismo, cristais ou outra coisa mas não através de vós mesmos, da vossa consciência. Porque a própria dor, que chega brutalmente e desaparece brutalmente, as inflamações que aparecem tão subitamente como desaparecem, durando, por vezes, efectivamente, algumas semanas - mas é raro - apenas vêm para vos obrigar a largar  aquilo  a que se agarram, ou seja, a vossa identidade, a vossa pessoa e o vosso medo camuflado, se assim posso dizer, do vosso próprio desaparecimento, mesmo que desapareçam com facilidade nos vossos alinhamentos ou no sono. Mas é preciso ainda que, na actividade da pessoa, mesmo na mais comum, a pessoa desapareça também.
É totalmente diferente, como eu disse numa resposta anterior, cozinhar pensando noutra coisa ou cozinhar em consciência. Os resultados não são iguais, e o mesmo se passa com qualquer outra coisa. Quer isto dizer que a consciência deve estar presente mesmo nos automatismos que se tornaram inconscientes, porque é assim que magnificam a vossa eternidade e que a deixam aparecer na sua totalidade no verdadeiro íntimo do vosso efémero, para que ele ocupe o seu lugar.
Ora tudo isto é muito coerente, se assim o entenderem, e tudo isso é perfeitamente explicável através duma única coisa que não depende da vossa história, mas como eu disse durante anos: o medo ou o Amor e, muitas vezes, trata-se de medos inconfessados, camuflados por estratégias de defesa, de recusa ou de adaptação a certas situações ; deixaram de ser livres uma vez que estão condicionados por estratégias e não deixam liberdade nenhuma ao instante presente porque já estão, ou no futuro ou a reflectir com referência ao passado em tudo o que acontece na vossa vida, tanto de agradável como de desagradável.
Logo, todas as circunstâncias das vossas vidas, actualmente, sem qualquer excepção,  apenas existem para vos fazer descobrir quem vocês são, caso isso ainda não esteja feito, e com uma intensidade que vem por vezes perturbar, efectivamente, tanto a Eternidade como a consciência efémera, mas isso é pretendido pela Luz e resulta directamente desta interacção no mais profundo do efémero e do Eterno, ou do Amor e do medo, o que vem a dar no mesmo.                                       
Outra pergunta.
Pergunta : tive um sonho em semi-consciência. Eu avançava em posição sentada num veículo, atravessando um espaço escuro como breu. Isso durou um bom tempo, não havia nenhuma resistência. Desemboquei numa superfície de água que devia ser um mar, avançando com toda a fluidez. Uma vez chegada a um estuário, subi um grande rio e ouvi-me dizer : « Já está, voltei a casa ». Aquilo acabou, eu fiquei totalmente acordada e numa paz indescritível.
Agradeço-te por este testemunho, mas devo dizer que são cada vez mais numerosos, embora com palavras diferentes, os que vivem este processo. Isto está ligado directamente, como já disse, às Teofanias que se generalizam na terra, diria que mesmo independentemente de qualquer vontade de realizar uma Teofania. É o que Maria chamou a Teofania espontânea e perpétua ou permanente – é a mesma coisa – e é através da instalação dessa Teofania permanente que descobrem, através de dores, de tomadas de consciência, que não podem funcionar como antes, sejam quais forem os vossos antecedentes.

Têm obrigação, algures, de se adaptarem totalmente ao instante presente e de serem livres no instante presente, o que não pode ser o caso se o vosso instante presente estiver condicionado por uma projecção no futuro ou por uma reminiscência dum qualquer passado. É aqui que reside a exacta e única verdade do que ocorre agora, de forma colectiva, uma vez mais, quer disso tenham consciência ou não. Tudo aparece iluminado, nada do que estava escondido, em vós e não apenas à superfície deste mundo, na sociedade, poderá ficar escondido. É esta clarificação que é preciso aceitar e não tanto o facto de tudo querer compreender ou fazer desaparecer ou elucidar. É completamente novo para muitos de entre vós, digo eu, em comparação com o modo habitual de funcionamento da consciência efémera, mesmo quando já se tornaram vibrantes ou libertos em vida.
Obrigado por este testemunho; ele deu-me oportunidade de fornecer alguns elementos e vamos continuar.
Não há mais perguntas escritas.
Então passemos à oral, se houver alguns que ainda estejam acordados.
Pergunta: moro em Paris e posso evadir-me para o campo e banhar-me na natureza. Regresso sempre muito contente por voltar a Paris mesmo se a vida se está a tornar cada vez mais difícil. Eu até podia ficar no campo e não sei o que me leva a voltar, é como se tivesse o dever de ficar em Paris.
Preciso de repetir?
Eu entendi, mas podes repetir para que fique mais claro, brevemente, para ficar gravado.
Pergunta : moro em Paris, mas tenho a possibilidade de ir para o campo...
Ela disse « evadir-se para o campo ». Evadir-se não é partir para o campo, logo,  sente-se numa prisão em Paris. Quando alguém emprega estas palavras, mesmo que tenha o sentimento, como ela disse, de dever ficar em Paris, sabe que está presa em Paris, estão a ver ?
Pergunta : eu tenho possibilidade de viver no campo mas sinto-me sempre levada a voltar a Paris. 

O que é que te leva a voltar a Paris ? É a criança interior, a intuição, ou é antes, diria eu, certas ligações e uma certa proximidade com elementos familiares ? Tu é que vais responder.
Pergunta : não, estou sozinha agora em Paris, já não tenho família e eu...
E não tens antecedentes masoquistas, duma forma ou doutra?
Pergunta: não, mas um dia qualquer coisa me fez sentir como um pilar de qualquer coisa e, no momento das radiâncias arcangélicas, senti três golpes violentos ao nível do sacro.
E estavas em Paris, nesse momento?
Pergunta: estava,  no momento das radiâncias arcangélicas, e perguntei a mim própria se eu tinha de ser um pilar. Conheço muita gente, sinto-me bem em Paris e tenho a sorte de morar perto dum parque. Não me sinto obrigada, é qualquer coisa que vem profundamente do interior.
Então, chamo a tua atenção para a noção de parque, porque se pode pensar que quando se fala dum parque, dum jardim, é como a natureza. Ora bem, não é como a natureza, porque parque significa aparcar, significa fechar, delimitar, enclausurar, bom, mesmo que seja  melhor do que nada, não é a verdadeira natureza. Em pleno centro duma cidade, mesmo  que seja agradável à vista, deves supor que não existem as mesmas qualidades de ar e de luz em Paris como há no campo. Isso é mais do que evidente para todos os que têm a possibilidade de estar  nas cidades e, ao mesmo tempo, de se poderem escapar, evadir-se, como dizias, no fim-de-semana.
Agora, e mais uma vez, o que sentes é talvez bem verídico mas também pode ser igualmente falso. Isso coincide precisamente com o que eu estava a tentar dizer-te. Se não existem laços afectivos, uma vez que estás sozinha em Paris, talvez haja, simplesmente, hábitos de convívio com o meio habitual de vida, já que tu própria dizes que é muito difícil, mas que ao mesmo tempo te sentes aí bem. 


Pergunta: sim, sinto-me bem em minha casa. 

Então, é capaz de ser uma noção de casulo, de ninho de família onde viveste antes com pessoas, não ? 


Pergunta: não, sinto-me livre em relação ao meu marido, que faleceu, em relação à minha família. Estou sozinha, vivo em tranquilidade, em solidão.
O importante é saber como te sentes no interior. O que me perturbou foi a palavra « evado-me », estás a ver. Volto a isso outra vez porque não é anódino dizer isso, hem? Claro que, quando vivemos na cidade, nos evadimos no fim-de-semana, é normal e é uma coisa muito frequente.
Mas aqui, em relação à tua pergunta, não tenho elementos de resposta. Se não há a noção de família, se estás numa solidão que é assumida, permanecem, contudo, hábitos do teu corpo relacionados com o lugar, com a cidade. Alguém que sempre viveu numa grande cidade, se se encontrar numa outra grande cidade que não tem de modo nenhum o mesmo modo de funcionamento, por exemplo uma grande cidade dum determinado país ou no mesmo país, mas numa outra cidade onde não se vive da mesma maneira, pode sentir-se muito desestabilizado, porque esses hábitos não são apenas comportamentais, são também hábitos que eu classificaria de energéticos. Quando estamos em nossa casa há muito tempo, em geral sentimo-nos bem em casa, mesmo que haja um ambiente menos agradável, não é ? Mas tu disseste que estavas em circunstâncias  mais para o agradável, certo ?
Assim, é a ti que cabe continuar com a maior clareza e transparência, como fazes actualmente, mas quando dizes que te evades e voltas, em geral, e que isso dura um fim-de-semana ou uns dias, como tu própria disseste, talvez o tempo não seja suficientemente longo para cortar, vamos dizer, com hábitos que poderiam ser nefastos. Eu não disse que era nefasto  ficar em Paris, tanto mais que é talvez a tua vozinha interior que te obriga, algures, a permanecer em Paris. Assim, não posso responder de maneira formal, és tu que tens de te interrogar e observar, digamos, o teu estado interior, a tua leveza, o humor, independentemente   do facto de estar em casa, de te fixares claramente no campo, de te fixares claramente em Paris, e ver o que isso vai desencadear em ti. Mas no agora, não no hábito ; a resposta, essa é instantânea. Não é mais a resposta do coração, já disse, é a resposta da consciência, directamente.
Assim, não faças apelo ao que sentes enquanto pessoa, mesmo que isso seja válido, não faças apelo às noções de hábito, instala-te claramente nos dois lugares, nem que seja por uma hora, e observa o que se passa contigo. Em relação ao que te é dado ver, à noção de lar, à noção do agradável  - natureza ou cidade -, mas o que diz o teu corpo ?  . Como é que ele reage nesse mesmo instante, conforme estejas, por exemplo, alinhada, instalada em Paris ou alinhada, instalada no campo ? Há necessariamente diferenças, mas, uma vez mais, só posso reencaminhar-te para ti mesma quanto a eventuais decisões.
Mas não te esqueças de que, neste período, a Luz, quando decide qualquer coisa, ou seja, quando a tua eternidade se sobrepõe ao efémero, é imparável, quer dizer, é uma injunção. Se isso se traduz ao nível do corpo, o mesmo se passa a nível psicológico ou mental, és tu que deves ver se existe uma diferença, não apenas no alinhamento mas também no teu corpo, segundo o lugar em que estás. E isso, isso não depende do lado prático da natureza ou da densidade no exterior do apartamento, isto depende unicamente do que te diz a  consciência conforme o lugar em que estás.
Todos vocês sabem muito bem, e falo para os nossos amigos que aqui vêm muitas vezes e se encontram comigo muitas vezes, que, apesar de tudo, há uma diferença entre as vossas casas, os locais que frequentam, a montanha, a natureza, o mar e aqui, quando estamos reunidos. Isso permite-vos ver, permite-vos experienciar onde está  a Verdade, e, a certo momento, já não se poderão opor à Verdade. Não estou a falar da verdade das tuas escolhas mas da verdade da Luz. É isso que é preciso observar,  testemunhar.
Como se comporta aquilo que sou em eternidade segundo os lugares, as relações, até que vivas e compreendas concretamente que, onde quer que estejas, isso deixou de fazer diferença mesmo se, efectivamente, e sobretudo hoje, e sobretudo amanhã, é muito mais fácil viver no meio da natureza do que numa cidade. Quando digo amanhã, falo de amanhã ou de depois de depois de amanhã, não falo do dia de amanhã, hem? Já estou a ver daqui que há uns que começaram a fazer planos de datas mas, uma vez mais, a resposta está em ti porque, neste caso, já não se trata duma interpretação de sonho,  quanto a este tipo de decisão, não te posso aconselhar nada, aliás, conselhos...  Aconselhadores não são pagadores, claro.
Portanto, é preciso ter em conta não apenas as circunstâncias reais, as obrigações reais - aí tu dizes que já não tens obrigações -, mas o teu estado interior. Tu disseste muito bem que, apesar de tudo, estavas bem em tua casa, isto é, na cidade, mesmo que isso fosse difícil. Virá, talvez, um momento em que seja o que for isso de estar bem, ficarás perturbada com as ondas, não do teu apartamento mas da egrégora da cidade.  De momento, a cidade é ainda agradável ; mesmo se há barulho é prático para comprar o que se quer, para sair, para viver. No campo, há tranquilidade mas, por vezes, mais obrigações, mas aquilo que te parece fácil hoje, ainda fácil, hoje, poderá não o ser amanhã, logo, é preciso que te adaptes.
Não há, portanto, hesitação, não sinto em ti, em todo o caso, hesitação, porque, tal como o apresentas, estás bem nos dois lados. Então, de momento, é nos dois. Depois, as circunstâncias da vida colectiva e as circunstâncias pessoais, assim como a Luz, poderão reorientar a tua decisão. Mas, no teu caso, não se diz que seja preciso escolher entre um e outro, também.
Sabem, hoje há irmãos e irmãs encarnados que estão, que vivem em solidão, enclausurados em casa. Não é porque tenham medo, não é porque estejam tão bem consigo próprios e com a sua eternidade que não almejem mais nada. Há irmãos e irmãs que se encontram na situação de perder um lugar, de perder um marido, de perder uma mulher sem o ter decidido. É a injunção da Luz que o faz e, se se opuserem  às injunções da Luz, já o disse, hão-de constatar que o vosso corpo não está verdadeiramente feliz, diga a vossa consciência habitual o que disser, seja qual for a justificação que ela encontre. Mas o corpo, esse, não pode trair-vos a esse nível, logo, estejam atentos. É também ser a testemunha e o observador, é romper com os círculos dos hábitos, é romper com o círculo das coisas adquiridas e apresentarem-se novos em cada instante para escutar   o que diz a Luz, ou a criança interior, se quiseres.
Então, outra pergunta.
Pergunta : quando se tem um pensamento persistente, como distinguir a intuição da projecção ?
Um pensamento persistente nunca será uma intuição. Quando falo de injunção da Luz, trata-se de qualquer coisa extremamente fulgurante. O pensamento  não pode em caso algum  vir da Luz, o pensamento vem sempre dos teus casulos, quer dizer, de... não és tu que pensas, e isso todos os místicos que vivem a libertação do mental, que são libertos em vida, sabem-no perfeitamente. Todo o pensamento mais não faz do que nascer segundo a interacção de muitas coisas. Não és tu que pensas, penses o que pensares. Logo,os pensamentos são parasitas. Aquele que vive a Liberdade serve-se do seu mental para fazer coisas concretas, mas não está submetido a pensamentos, está vazio. Está na vacuidade. Pode ter idéias, em geral elas são fulgurantes, trata-se, pois, da intuição ou da voz da criança interior, mas quanto a um pensamento insistente, a Luz não procede desse modo. Hoje ela procede sobretudo por fulgurância e evidência.
Isso não quer dizer que esse pensamento não seja justo, quer simplesmente dizer que esse pensamento não vem da Eternidade. Um pensamento mais não faz do que passar, mesmo quando é persistente. Em contrapartida, há, por vezes, injunções da Luz. Nesse momento, haverá manifestações, físicas umas, intuições outras, mas uma intuição não tem necessidade de ser um pensamento persistente. É uma fulgurância que se impõe e uma vez imposta desde a  primeira fulgurância, em geral não precisa de se repetir.
O problema da pessoa é que ela está sempre persuadida de que é ela que pensa. Ela tem idéias, ela pensa... Mas não, vocês mais não fazem do que interagir no seio do efémero ; dessa interacção nascem pensamentos. Vocês já observaram um pensamento no cérebro ? É coisa que não há. Os pensamentos agarram-se a vocês ao nível da periferia do corpo mental. Vocês reconhecem-nos como vossos, mas eles não vêm de vós. Eles estão ligados à interacção de tudo o que está em presença a nível da vossa vida, das energias, das situações, das vossas projecções, da vossa história etc.
Claro que o Liberto em vida pode pensar mas sabe muito bem que os seus pensamentos não vêm de si. É essa a diferença também entre o que é cogitado, reflectido e o que é directo e espontâneo. A intuição é uma fulgurância, mesmo  sob a forma de flash, ela pode repetir-se várias vezes mas não permanece no pensamento. Então, pode ser que também o pensamento tenha sido criado e se tenha cristalizado. Mas os que vêem as auras, mesmo casulos efémeros, vêem muito bem como se manifesta um pensamento ; ele não vem do interior, nem mesmo da cabeça.
Trata-se duma coisa que está agarrada ao nível da orla da aura mental ; aliás, quando vocês têm pensamentos iterativos, persistentes, isso vê-se na aura mental, sabem, o ovo áurico que está na parte superior do corpo, hem?, apenas para a aura mental, onde estão inseridas umas bolas de diferentes cores que são os pensamentos persistentes ou iterativos que vieram colar-se porque encontraram um terreno propício  para se manifestarem, como uma entidade, é semelhante. E conforme a vossa afinidade vibratória, segundo a vossa consciência efémera comum, vocês vão ter pensamentos que virão aglutinar-se, colar-se. É, aliás, a nível dessas forças, mesmo a nível individual, que se encontra o sistema de controle do mental humano de que falei há pouco e de que  falei longamente  durante vários anos.
A injunção da Luz não pode deixar dúvidas porque é breve, rápida e não está sujeita a qualquer interrogação, enquanto que o pensamento persistente te arrasta para  argumentações para saber se é certo ou não. Sem contar que um pensamento que passa pode tornar-se realmente uma intuição e uma intuição a que nos agarramos pode tornar-se um pensamento persistente. Aí, já vês : há quatro casos possíveis, mas nota que a intuição não é um pensamento, é uma evidência que se impõe, sob a a forma visual, sob a forma de vibração, sob a forma de paz mas que não sofre nenhuma contestação. Tudo aquilo que contesta ou se interroga é o mental e a pessoa. A inteligência da Luz, a evidência da Graça correspondem ao sacrifício e ao Abandono à Luz.
Olhem para a vossa vida, quando vão por um caminho, dão-se conta que tudo se faz com facilidade, sem esforço, sem gasto de energia, sem apreensão, sem medo – é evidente - , enquanto que,  quando é o mental, é sempre choque, é sempre resistência, e, sobretudo, acaba por tornar-se cada vez mais inflamatório a nível do corpo físico. Isto é inelutável, pelo menos até ao Apelo de Maria.  
Uma vez mais, e como disse ultimamente, espero que isto não vá durar por muito tempo porque hão-de constatar que, com a activação do verbo criador, os pensamentos que não são vossos, que apenas passam, se vão tornar eficientes a nível do vosso corpo. Se dizem « tenho medo », há um pensamento de medo, o vosso corpo vai traduzi-lo de imediato. Então não é psicossomático, por exemplo quando estão sufocados, quando têm um nó na barriga ou na garganta, aqui falo de mecanismos concretamente encarnados, ou seja, manifestações não tanto de constrição mas de inflamação ou de alergia em certas zonas do corpo. E por isso eu dizia que esperávamos que isso não fosse durar muito tempo porque ter um pensamento dito operativo ou criativo que não está em conformidade com a Luz se traduziria por problemas corporais.                              
Até ao presente, sabem bem que podiam por exemplo ter uma angústia sem que por isso fizessem uma úlcera de estômago no minuto seguinte, é coisa que leva um certo tempo, não é verdade ? Hoje, se não estiverem de acordo com a Luz mas se tiverem vivido  a Luz duma maneira ou doutra, a mínima experiência, mesmo de Luz  vinda aparentemente do exterior, de vibrações, de Coroa, de coração irradiante, de Fogo Ígneo, tudo o que conhecem, talvez, mas isso num dado momento, quando o Verbo criador volta a  entrar em acção de maneira total e visível, hão-de ver por vocês próprios que certos comportamentos, certos pensamentos e certas palavras não vos fazem bem. E isso será de tal forma imediato que compreenderão muito depressa a relação.
Tudo isso são injunções da Luz para fazer a paz, para estar em paz com a sua eternidade. Logo, em paz com todos, em paz com o seu corpo, estar em paz com o fim dos tempos. Eu diria até que, hoje, estar em paz é mais importante do que estar de boa saúde, porque, se estiverem real e concretamente  na paz do coração da Eternidade,  quaisquer que sejam os problemas de saúde, sem nenhuma excepção, hão-de constatar  mudanças extremamente importantes na vossa maneira de ver esses problemas de saúde e até de os viver, desapareçam eles ou não. E isso faz uma grande diferença.
Portanto, no teu caso, se se tratar dum pensamento persistente, seja qual for a sua natureza, já que não me falaste dele, e não é importante, esse pensamento persistente, estás tu ou não em paz com esse pensamento ? É o que faz toda a diferença entre a intuição e o pensamento. Um pensamento pode ter também imagens.
Então, pergunta seguinte.
Pergunta : um duche pode afastar pensamentos persistentes ?
Duches de quê ? 
Pergunta : duches de água.
Está bem, mas onde, do corpo, queres dizer ?
Pergunta : sim, do corpo.   
Um duche de Luz, sim, mas um duche de água, tenho grandes dúvidas. Já ouviram dizer que a água pode lavar memórias, aliás creio que Um Amigo ou não sei quem, na última vez, vos disse que deixassem correr a água pelos braços para drenar precisamente alguns enquistamentos, se assim lhes posso chamar, a nível energético. Ou então é capaz de ser  preciso enfiar a cabeça numa bacia com gelo, talvez. Pelo menos no teu caso.
No entanto é diferente no que diz respeito à água do mar, acrescento, porque a água do mar é o meio arquetípico e o vosso corpo é, de alguma forma, água do mar mesmo que haja moléculas, células no sangue, na linfa. À partida, o soro, o plasma, creio eu, tem a mesma osmolaridade, creio que é assim que se diz, da água do mar. É a memória da água, claro, mas nunca se viu um duche fazer desaparecer pensamentos, a não ser que ele seja muito frio ou muito quente, aí pensas noutra coisa, por exemplo fechar a torneira ou abrir a torneira. Mas lavar a energia é perfeitamente possível com água, mas lavar a cabeça, a mente com água, não vejo que importância isso possa ter.
Em contrapartida, vocês têm técnicas que foram comunicadas há muito tempo. Eu não sei se se lembram, julgo que num dado momento alguns de vocês tinham de fazer banhos de óleos essenciais, molhar o corpo todo. Aí sim, há uma acção sobre a mente, mas tomar um banho como referiste, isso lava o corpo mas não a cabeça, senão isso já seria sabido, parece-me. Pode-se lavar a energia com água, sim, mas não se pode lavar os pensamentos ou a mente. Além disso, quando se vê a aura mental, vê-se essas famosas bolas que são os pensamentos, que chegam do exterior porque assim como o mundo está em vós, a nível da Luz, a nível do « Tudo é Um » assim o mundo dos pensamentos nada tem a fazer no coração. O mundo dos pensamentos é a aura mental e é a cabeça, e nem toda a cabeça, certas partes da cabeça.
Mas nenhum pensamento vem de vós. Eu bem sei que muitos seres se babam, no Ocidente, com a idéia de serem pensadores, filósofos, de escrever histórias, livros, filosofia, tudo o que podemos imaginar que exista na terra, mas nada de inovador daí vem. É diferente no que toca às Matemáticas, hem?, é diferente no que toca à Física, mas a nível de pensamento, de escritos, é exactamente o contrário.
Em contrapartida, há técnicas que permitem lavar o casulo mental, claro, já falei disso há muito, muito, muito tempo noutros lugares e noutras circunstâncias. Podem utilizar cristais, podem utilizar uma onda de forma como por exemplo a concha de S Tiago e aí lavam realmente o mental, mas não com água. A mente é muito sensível à imagem e à forma. Aliás, no sistema de controle da mente humana tudo passa pela imagem, é uma programação inconsciente. Já várias vezes vos disse para relembrarem ou irem reler o que o Irmão K disse sobre a noção de imagem. 
Além do mais, todos sabem que as pessoas são seduzidas pelas imagens, pela publicidade, por alguém que é harmonioso, para já não falar de beleza. Vocês são seduzidos por uma obra de arte, por um excerto de música. Isso é uma interface, mesmo que sintam a vibração que passa por aspectos muito etéreos, ou seja, o corpo astral e o corpo mental, nem mesmo pelo corpo etérico. Claro que a música pode induzir modificações instantâneas de energia, mas não duram. É uma energia que passa, uma energia electromagnética, o que não é o caso duma onda de forma ou duma imagem. Por isso, se quiseres lavar os pensamentos, limpa a aura mental, mas não com água, com um cristal, com uma concha de S. Tiago com outros tipos de ondas de forma, estás a ver. 


Pergunta : a água do meu duche passa por um filtro de onze cristais diferentes.
Pois, vais lavar o etérico mas não vais lavar o mental, sem isso, ora diz lá, o que veria eu de limpeza ao nível da tua aura mental. Claro que a água age, ela age sobre o inconsciente. Ela age, quando perfumada por óleos essenciais, age sobre coisas muito mais subtis do que propriamente a água, age sobre a consciência, mas a água da torneira, mesmo informada pelos cristais, mesmo purificada com todas as técnicas que hoje são conhecidas, não vai lavar a tua mente. Tirando isso, ao sair do banho vais-te sentir sem pensamentos, ora eu duvido muito que tal aconteça.
Não é este o caso, naturalmente, se limpares, se lavares a tua aura mental por exemplo com um cristal, mas isso pode fazer-se com magnetismo, pode fazer-se, em certa medida com certas frequências e certas músicas e também, por exemplo, com uma onda de forma. E tens mais possibilidades, aliás, de limpar a tua aura mental utilizando por exemplo uma imagem. Uma imagem real, não falo de imagem imaginada. Pegas por exemplo num arcano de tarot e passa-lo pela tua aura mental e então vais ver que isso age realmente sobre o teu mental. Mas já deste conta de que tomar um duche te esvaziasse a cabeça ? 


Pergunta : dá-me bem-estar.
Estamos perfeitamente de acordo, mas nesse bem-estar constatas que já não há mais mental, mais pensamento ? 


Pergunta : isso volta, depois.             
Depois de quê ? 


Pergunta : depois do pensamento de que me sinto bem ao sair do banho
Certo, mas sentir-se bem não quer dizer já não ter mental, não ter pensamentos porque, quando não tens pensamentos, estás em Alegria, total, na vibração do coração, não é apenas bem-estar. A água limpa o etérico e pode limpar, em certa medida, determinadas emoções que não estão fechadas à chave pela mente e pelos pensamentos, porque se fala muitas vezes de complexo astral-mental, o corpo astral que é o teu corpo e o corpo mental com a aura que está na parte superior do ovo áurico astral. E, em certos casos, há emoções acopladas ao mental, logo, nesse caso, efectivamente, a água pode lavar um certo tipo de emoções mas juro-te que isso não fará nada a nível da mente. Experimenta com cartas do tarot, com magnetismo, com cristais, aqui estou a falar de trabalhar sobre a aura, não falo de trabalho sobre os chakras, hem, porque a acção, nesse caso, hás-de vê-la logo.
Notem, aliás, que nos povos de 3D unificada, o que é utilizado, quer na minha origem estelar pelos povos de Vega, quer pelos Arcturianos, para não falar doutros, os Andromedanos, por exemplo, todos esses povos, quando se lavam, não utilizam água. Lavam-se com Luz concentrada. Há duches de Luz que produzem, além disso, uma regeneração total que abrange tanto o físico como os invólucros subtis, porque o mundo dito carbonado, fechado ou livre, tirando o aprisionamento, mesmo nos mundos livres,  é um nível de densidade rígida e esta rigidez é que foi procurada pelos que quiseram experimentar a 3D unificada. É criar qualquer coisa, uma forma que seja fixa, criar uma forma fixa por exemplo com uma escultura, isto é, materializar o Espírito.
Mas a partir do instante em que foram, ou fomos, aprisionados e que o Espírito foi ocultado no Sol, deixou de ter interesse ficar na matéria, porque a matéria carbonada, mesmo livre, tem, algures, resistências ligadas a esse nível de densidade, mesmo que não exista aprisionamento. Significa que a forma, como sabem, não pode mudar, mesmo que haja imortalidade, mesmo que as durações da vida sejam muito longas num corpo de carne, noutros sistemas solares, vamos dizer, ou noutros universos ou multiversos; mas, no entanto, é a única dimensão onde a forma é fixa. E ela fixa-se como ? Com aquilo a que se chama ondas de forma e com imagens, é toda uma programação mental feita inconscientemente na humanidade há 300 000 anos. Foi o que fizeram as religiões, o que fizeram todas as crenças, o que fizeram todos os sistemas societários, tanto do Oriente como do Ocidente. 


Pergunta : como é que se faz para tomar um duche de Luz ?
Não tens à tua disposição aqui na terra essa tecnologia porque isso engloba conhecimentos particulares sobre o que se chama os taquiões, mas é muito complicado para entrar no assunto. Acontece, simplesmente, que os povos da 3D unificada têm também tecnologias de longe superiores às vossas. Nessas tecnologias, efectivamente, há … como arranjar um exemplo que vos seja acessível ?  Hoje vocês têm a possibilidade de limpar objectos com ultra-sons, por exemplo, é uma frequência que vai limpar, não com água, não se trata de limpar com um pano, uma esponja, o que quer que seja, qualquer outra coisa, é o ultra-som que vai agir. Quando deparam com esses povos da 3D unificada que utilizam a tecnologia taquiónica, eles podem estar vestidos ou não, põem-se debaixo dum duche real de Luz e vê-se a Luz a trabalhar. É a Luz vibral.
A melhor maneira que tens de lavar a mente, hoje, é ir para a natureza e colocar a cabeça contra uma árvore. Aí, sim. Porque, como sabem, as árvores são relés da Luz vibral, de que eu falei há ainda muito pouco tempo. É na natureza que vocês têm os primeiros vórtices, mesmo independentemente das aldeias dos elfos ou das comunidades de dragões ou das aldeias de gnomos ou na água das ondinas. A Luz localiza-se nas árvores, nas florestas. Aliás, não foi por acaso que vos retiraram tantas florestas, já sabem. A destruição da floresta amazónica não é unicamente uma questão de dinheiro, é sobretudo para vos privar de Luz.
Bem sabem que os maus rapazes sempre tiveram idéias muito bizarras, hem?, para bloquear a Luz. Eles acharam que desflorestar ia permitir evitar a progressão demasiado rápida da Luz , assim como as pulverizações das trilhas químicas,  a fluoretação da água, os pesticidas na alimentação, as religiões, as organizações, as sociedades – disso, aliás,  já vos falou também o Irmão K, com palavras bem mais claras do que as minhas. A espiritualidade não pode estar organizada, a verdadeira espiritualidade – não estou a falar da fraude espiritual luciferiana, essa vive-se individualmente, independentemente de toda a energia exterior ou de toda a referência a uma história, qualquer que ela seja.
Além disso, a maioria dos irmãos e irmãs que estão nessa espiritualidade new age, como vocês dizem, luciferiana, estão obnubilados e presos à matéria. É uma ilusão. Cristo disse-o, os nossos irmãos orientais que vieram falar connosco, ou quando em vida, sempre o disseram, que este mundo era uma ilusão. Cristo dizia : « O meu reino não é deste mundo ». « Vós estais no mundo mas não sois deste mundo ». Claro que há muitas moradas na casa do Pai, são lugares de experiência da consciência.
Realmente, eu não posso dizer como funcionam essas tecnologias, para voltar à vaca fria, mas isso existe em todas as dimensões de 3D unificadas. É o que explica que vejam cada vez mais naves que mudam de forma, que parecem teletransportar-se dum ponto ao outro, que mudam de tamanho, de cor. São as tecnologias taquiónicas, isto é, supra-luminosas, dos povos unificados. 


Vamos ter de nos despedir.
Então, muito bem, queridos amigos, vou transmitir-vos todas as minhas bênçãos e penso que terei tempo de ocupar, de voltar a ocupar um pouco de tempo convosco no fim.
Transmito-vos todas as minhas bênçãos e desejo-vos bons duches de Luz na natureza.
Obrigado pela vossa atenção, pela vossa escuta, pelos vossos testemunhos e perguntas, porque, para lá de vos servir, devem imaginar que neste período de grandes interrogações que vivem aqueles  irmãos  e irmãs que não estão ao corrente dos acontecimentos que se aproximam, se assim posso dizer, ou que, então,  os temem, ou que os esperam e desesperam por não os ver, esses não têm a mesma tranquilidade dos que os que estão instalados na paz do coração. Mas isso lá virá, hão-de observar à vossa volta que, mesmo pessoas que estavam « rolhadas » se vão abrir instantaneamente.
Mas há ainda uma certa dificuldade para outros, porque o facto de viver a totalidade do coração vos põe em estado de amor mas também vos mostra, claro, a falsidade deste mundo. Mesmo que permaneçam no Amor, não podem evitar ver a verdade, mesmo da ilusão deste mundo, e isso por vezes é desconfortável. Felizmente há as Teofanias que nos permitem voltar a mergulhar à vontade nesse estado de paz. Estas serão as minhas últimas palavras hoje, aperto-vos a todos juntinho ao coração e digo-vos até breve.


 ***


Tradução do Francês: Maria Teresa Santos


PDF (Link para download) : OM Aïvanhov - Parte 2 - QR - Julho 2017

2 comentários:

  1. Se o Apelo de Maria tivesse ocorrido antes das Teofanias, todos os processos agora vividos se desenrolariam de maneira muito mais invasiva, deixem-me dizer, durante os três dias. Assim, é neste sentido que os dias que passam, as semanas que se sucedem são uma graça providencial para viver o que há a viver, aquilo que vos falta de alguma forma finalizar, descobrir de vós próprios, ou seja, que são a Luz.
    .........
    Aquele que vive a Liberdade serve-se do seu mental para fazer coisas concretas, mas não está submetido a pensamentos, está vazio. Está na vacuidade. Pode ter ideias, em geral elas são fulgurantes, trata-se, pois, da intuição ou da voz da criança interior, mas quanto a um pensamento insistente, a Luz não procede desse modo. Hoje ela procede sobretudo por fulgurância e evidência.
    .........
    O problema da pessoa é que ela está sempre persuadida de que é ela que pensa. Ela tem ideias, ela pensa... Mas não, vocês mais não fazem do que interagir no seio do efémero ; dessa interacção nascem pensamentos. Vocês já observaram um pensamento no cérebro ? É coisa que não há. Os pensamentos agarram-se a vocês ao nível da periferia do corpo mental. Vocês reconhecem-nos como vossos, mas eles não vêm de vós. Eles estão ligados à interacção de tudo o que está em presença a nível da vossa vida, das energias, das situações, das vossas projecções, da vossa história etc.
    .........
    Tudo aquilo que contesta ou se interroga é o mental e a pessoa.
    .........
    A melhor maneira que tens de lavar a mente, hoje, é ir para a natureza e colocar a cabeça contra uma árvore. Aí, sim. Porque, como sabem, as árvores são relés da Luz vibral, de que eu falei há ainda muito pouco tempo. É na natureza que vocês têm os primeiros vórtices, mesmo independentemente das aldeias dos elfos ou das comunidades de dragões ou das aldeias de gnomos ou na água das ondinas. A Luz localiza-se nas árvores, nas florestas. Aliás, não foi por acaso que vos retiraram tantas florestas, já sabem. A destruição da floresta amazónica não é unicamente uma questão de dinheiro, é sobretudo para vos privar de Luz.

    ResponderExcluir
  2. m a r a v i l h o s a
    Grata as tradutoras , de coração a coração
    Rendo Graças

    ResponderExcluir